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Opinião: Choque de realidade

Públicado em: 14/07/2014 às 12:25:04  
A maior derrota da história brasileira no futebol está consumada. Chegou a hora de parar e pensar o que está acontecendo com o futebol pentacampeão mundial. A humilhante eliminação diante da Alemanha e a vergonhosa derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar na Copa do Mundo foram mais dois dos vexames que vem sendo proporcionado pelo futebol brasileiro desde 2010 para cá.

Exceto a Copa das Confederações no ano passado e a conquista do Corinthians no Mundial de Clubes em 2012, a seleção e os clubes de nosso país colecionam duras derrotas em competições internacionais, longe de honrar a tradição do “País do Futebol”.

Atlético Mineiro e Inter de Porto Alegre sequer chegaram a decisão do mundial, sendo eliminados por modestos times da África, enquanto o Santos foi massacrado pelo Barcelona que de forma piedosa fez apenas quatro gols. Em 2014, o país mais rico da América do Sul não tem nenhum time entre os semifinalistas da Libertadores, enquanto “potências” como Bolívar (Bolívia) e Defensor Sporting (Uruguai) seguem na luta pelo título.

A seleção brasileira nos últimos três anos colecionou outros dois enormes vexames. Eliminado nas quartas de finais da Copa América pelo Paraguai sem sequer acertar uma cobrança de pênalti e a não classificação do time sub20 para o Campeonato Mundial da categoria no ano passado, sem contar a derrota na final olímpica diante do México sofrendo um gol com menos de 30 segundos de partida.

As mudanças têm que começar de cima para baixo. Dirigentes perpétuos em seus cargos em Federações e Confederações, as péssimas condições de trabalho para 90% dos jogadores profissionais (viva o Bom Senso FC) e os famosos “QI” nas categorias de base que forçam alguns clubes a colocarem quaisquer atletas nos times de base deixando o talento de lado para a entrada de jogadores de empresários são os primeiros pontos a serem combatidos.

O exemplo vem daquele que nos proporcionou o mais recente vexame. Após campanhas ruins, a Alemanha revolucionou o seu futebol nos últimos dez anos. A criação de uma Academia de Futebol (366 centros espalhados pelo país) que busca jovens talentos, sendo eles orientados por ex-atletas profissionais, e a revolução na organização da Liga Alemã, que hoje é a segunda mais rica e a que possui maior média de público no mundo, recolocaram o país na elite do futebol.

Dentro de campo, a principal mudança passa pelo banco de reservas. Está mais do que na hora de novos treinadores, que vivam o futebol do século XXI, passem a ganhar mais espaço, colocando para escanteio aqueles técnicos arcaicos que usam estratégias e pensamentos da época que se amarrava cachorro com linguiça.

Já há algum tempo a camisa não ganha jogo. Temos que cobrar dos responsáveis a melhora, as mudanças, caso contrario, novos e seguidos vexames virão por ai, e as crianças de 2014 que ainda não viram o Brasil ser campeão do mundo, se juntarão a seus netos na esperança de algum dia o ver.

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